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A história de um agricultor aposentado e a construção de Lidianópolis

7 de out.
2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias

Diácono Toninho, um capítulo à  parte de nossa história.   

            

Por: Milena de Cassia Rosa Biggi

Entrevista realizada em Junho de 2026

Publicada em 08/10/2026


Antonio Bovo
Antonio Bovo

“Lidianópolis de um tempo pra cá, tá se desenvolvendo bem”.


Antonio Bovo, nasceu no dia 04 de Setembro de 1949, na cidade de Califórnia, estado do Paraná. Ele conta que veio para cá muito jovem, com 13 ou 14 anos. Depois que  chegou em Lidianópolis com os pais, começou a trabalhar na roça ajudando a família e foi assim por um bom tempo. Após a morte dos pais continuou até se aposentar trabalhando na lavoura, e que, nessa época, já ajudava nos serviços religiosos da Paróquia São Sebastião, da qual é diácono até os dias de hoje.   

O senhor Antônio, afirmou que quando trabalhava na roça não tinha trator para colher ou plantar, “era tudo na mão”. As casas eram de madeira, a água não era encanada, os banheiros eram do lado de fora da casa, e que só depois de um tempo foi se desenvolvendo. Ele disse que o único agricultor que tinha trator era o Japonês e as outras pessoas ou era na mão, ou com um animal - um cavalo - ou até mesmo com um boi, e na época não tinha carro, era uma carroça com um cavalo. Ele contou que na época plantavam algodão, trigo, milho, etc.


Toninho Bovo com a estudante Milena
Toninho Bovo com a estudante Milena

 Relatou que as pessoas eram bem unidas e se alguém precisasse de ajuda, as pessoas ajudavam. Para eles venderem as colheitas, pegavam e levavam num cerealista. Muitas vezes, para vender seus produtos precisavam ir até a cidade de Ivaiporã.

O senhor Antônio também disse que quando veio para cá, já tinha a ponte no rio Ivaí, mas que não conhecia a balsa e nem o Porto Ubá tão bem. Afirmou que continuou morando aqui e trabalhando na paróquia São Sebastião ajudando nos serviços da Igreja Católica.

Sobre a atualidade, afirmou que “Lidianópolis, de um tempo pra cá, tá se desenvolvendo bem” e é importante registrar sua memória, porque as pessoas terão mais conhecimento sobre a história da cidade e conhecerão um pouco mais de como era a vida na roça antigamente. A mensagem que o senhor Antonio Bovo deixou é sobre a importância de cuidar e preservar da cidade. “Vamos preservar a nossa cidade”, finalizou.


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