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Maria do Posto, uma história a serviço da saúde da população

8 de out.
2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias

Uma vida dedicada aos cuidados primários de toda a comunidade

 

Por:  Luana Gonçalves Barbosa e Maria Laura Carvalho.

Entrevista realizada em 15/05/2026


Maria Aparecida Betoldo
Maria Aparecida Betoldo

“Cada dia, nóis ia aprendendo e apreciava as coisas que ele ensinava pra nóis. E teve muita paciência para ensinar as coisa”.


Maria Aparecida Betoldo, mais conhecida como ‘’Maria do Posto’’, 69 anos, nascida no dia 08/11/1956 em Ivaiporã e é formada em Auxiliar de Enfermagem. Sua família decidiu morar em Lidianópolis porque seu avô tinha muitas terras nos municípios vizinhos.

Relatou que, quando era jovem, a questão econômica era muito difícil, pois nem todas as pessoas tinham acesso a carro e telefone. Disse que as casas eram de madeiras, as estradas eram todas de terra, sem asfalto. E que no Posto de Saúde, se precisassem levar as pessoas ao hospital, era somente de táxi e remédios, todos à base de ervas. Como enfermeira, disse que aprendeu muito com o Dr. Rique: ’’Cada dia, nóis ia aprendendo e apreciava as coisas que ele ensinava pra nóis. E teve muita paciência para ensinar as coisa”.


Dona Maria disse que hoje em dia é tudo mais prático e acessível em questão de que, carro quase todos têm; o Posto de Saúde tem ambulância para levar para fora; celular quase todos têm acesso; remédio são disponibilizados pelo Posto e que raramente usam  ervas.


Dona Maria disse que as tradições hoje em dia estão sendo deixadas para trás. Ela participou da festa de Nossa Senhora dos Navegantes que era realizada no distrito de Porto Ubá. Disse que havia muitos comércios e bares em todos os lugares da cidade e que com essa evolução, as tradições antigas foram sendo deixadas para trás.


Esta entrevista com Dona Maria do Posto foi muito importante para nós, principalmente porque somos jovens e que pensamos que as coisas hoje em dia são difíceis, mas não imaginávamos que antes era pior e Dona Maria foi muito importante nesse processo de evolução, pois viu tudo de perto e ajudou muitas pessoas na área da saúde, não só como enfermeira, mas também como pessoa, pois suas memórias não devem ser apagadas.


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