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Entre lembranças e tradições, a Folia de Reis nas memórias de Tião

1 de out.
2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias

Morador da região há mais de 50 anos, folião narra histórias que ajudaram a construir a identidade de Lidianópolis.

 

Por Carlos Eduardo Rodrigues de Oliveira e Edgar Lino dos Santos

Entrevista realizada em 8 de junho de 2026

Publicado em 08 de


Sebastião Felipe Antônio
Sebastião Felipe Antônio

“A Folia de Reis é uma tradição e faz parte da cultura e da história da comunidade. As pessoas que fazem parte do grupo saem pelas casas, cantando e levando a Bandeira e eles são recebidos pelas famílias”.


Sebastião Felipe Antônio, 64 anos, conhecido como "Tião", aposentado, residente na Vila Rural II - Comunidade Sebastião Coelho do Carmo, é uma pessoa que conhece profundamente a história local.


Mesmo depois de tantos anos, ele se lembra com clareza como era Lidianópolis há 50 anos. Por meio de suas lembranças, foi possível compreender as transformações da cidade, as condições de vida dos moradores mais antigos e o desenvolvimento da comunidade ao longo do tempo. Além disso, ele compartilhou a importância da Folia de Reis em sua vida e na de seus companheiros, mostrando como a fé e a união da comunidade ajudaram a construir a identidade cultural de Lidianópolis.



O senhor Sebastião contou que a história da Folia de Reis teve início em Lidianópolis, no dia em que ele e seu pai saíram para cantar e arrecadar coisas para fazer uma festa para o povo. Levavam a bandeira da Folia de Reis, e quando chegavam ao presépio, começavam a festa.


Todos comiam e rezavam o terço. Disse que antigamente, o grupo tinha 13 participantes e que atualmente eles ainda contam com 06 membros.


Ele também contou que o dia 6 de janeiro é o dia em que os Três Reis Magos chegaram para visitar Jesus Cristo. Disse que a Folia de Reis começa no dia 25 de dezembro, representando o nascimento de Jesus.


Ele comentou que “a Folia de Reis é uma tradição e faz parte da cultura e da história da comunidade. As pessoas que fazem parte do grupo saem pelas casas, cantando e levando a Bandeira e eles são recebidos pelas famílias”.


Sobre as festas que realizavam, disse que quando sobrava comida, carne e bebida, tudo era doado para a APAE. Então, percebemos que a Folia de Reis, além de ser uma tradição religiosa, era também uma forma de conservar a cultura e fortalecer a união entre as famílias da comunidade.


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