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Memórias que cultivaram Lidianópolis: a história de Cleuza e Nicolau Vangura

1 de out.
2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias


Casal relembra histórias e memórias sobre as lembranças do início da colonização e crescimento da Cidade.  

  

Por: Ana Julia Ribeiro Silva e Gustavo José Dos Santos

Publicado em 01 de outubro de 2026



Dona Cleusa, Seu Nicolau com a aluna Ana Júlia
Dona Cleusa, Seu Nicolau com a aluna Ana Júlia

“Era tudo casa de ‘taubinha’, coberta de sapé, de madeira… A casa que eu nasci era de barro… Era tão gostoso, eu lembro como se fosse hoje” (Dona Cleusa).


Nicolau Vangura e Cleuza Maria Inocêncio Vangura são moradores antigos da região e viveram as transformações de Lidianópolis. Seu Nicolau nasceu em  1952, já dona Cleuza nasceu em 1953. Durante a entrevista concedida para um trabalho escolar sobre a preservação das memórias, eles contaram como era a vida no campo, as dificuldades enfrentadas pelas famílias e a importância da agricultura para o desenvolvimento da comunidade Santo Antônio, onde residem atualmente. Suas lembranças ajudam a entender como os pioneiros contribuíram para a construção do território paranaense.


Os entrevistados contaram que antigamente as estradas eram de terra e o transporte era muito difícil, as pessoas se locomoviam principalmente a cavalo, carroça e carroção. Dona Cleuza relembrou que as pessoas se locomoviam “de cavalo, carroça, carrinho, carroção - aqueles de dois animal. Carroção era comprido”. Esse relato mostra como as famílias viviam e se deslocavam em uma época com poucos recursos e infraestrutura.


A principal atividade econômica era a agricultura e toda a família ajudava no plantio e na colheita de arroz, feijão, milho e café. Segundo dona Cleuza: “O mio era importante tanto para comer e para os bichos; feijão e arroz a gente comia; e o café vendia para as despesas.” O milho servia para alimentar as pessoas e os animais, o arroz e o feijão eram consumidos pelas famílias, enquanto o café era vendido para complementar a renda.


Família de dona Cleuza
Família de dona Cleuza

As lembranças sobre as moradias mostram um pouco da cultura da época, em que as casas eram construídas com madeira, barro, bambu, palmito e cobertas com sapé, utilizando materiais encontrados na própria região. 


Dona Cleuza contou que  “era tudo casa de taubinha, coberta de sapé, de madeira… A casa que eu nasci era de barro… Era tão gostoso, eu lembro como se fosse hoje.” Além disso, os entrevistados destacaram que existia muita união entre os vizinhos, principalmente na época das plantações e colheitas.


A história de seu Nicolau e dona Cleuza mostra como o trabalho das famílias pioneiras ajudou no crescimento de Lidianópolis, pois a agricultura fortaleceu a economia local e contribuiu para o desenvolvimento do território paranaense, deixando um legado importante para as novas gerações.


A entrevista mostrou que a vida no campo exigia muito esforço, mas também era marcada pela união, pelo trabalho em família e pelo respeito à terra. As memórias de seu Nicolau e dona Cleuza ajudam a preservar a história de Lidianópolis e mostram como os pioneiros tiveram um papel fundamental na construção da comunidade e do Paraná.


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